O ex-chefe do Ibope diz o que enxerga – e que as pesquisas não mostram
Carlos Augusto Montenegro passou mais de quatro décadas à frente do Ibope, acompanhando eleições e ajudando a transformar as pesquisas de opinião em um dos principais termômetros da política brasileira. Hoje, aos 72 anos e aposentado do setor, o empresário acha que esses termômetros estão com problemas – e que os institutos podem estar subestimando a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula.
O ex-chefe do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, tem uma visão crítica sobre as pesquisas de opinião realizadas para as eleições. Aposentado há alguns anos, ele percebe que as pesquisas não estão captando adequadamente a real situação do eleitorado brasileiro. O empresário acredita que as pesquisas subestimam a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula e que a distância real entre os candidatos pode ser maior do que o indicado pelas pesquisas.
Montenegro enfatiza que as pesquisas estão enfrentando dificuldades significativas, como a resistência de entrevistados de direita, a violência em certas regiões e a dificuldade de acesso a determinadas comunidades. Apesar das demonstrações de rua da esquerda, ele acha improvável que isso altere a opinião dos eleitores. Montenegro considera que Flávio Bolsonaro continua sendo o favorito e interpreta os resultados das pesquisas como algo mais próximo de 53% a 47% do que o indicado pelos números.
Ele acredita que essa tendência de crescimento da centro-direita no Brasil é estrutural e que as pesquisas precisam evoluir para captar melhor a opinião pública no novo cenário eleitoral.
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