A computação quântica tem tudo para decolar – mas não agora
Nos computadores convencionais, os bits podem ser apenas ‘zero’ e ‘um’. Já no universo quântico, os qubits podem ser ‘zero’ e ‘um’ ao mesmo tempo, criando emaranhados de combinações que aumentam dramaticamente a capacidade de processamento. A computação quântica tem tudo para ser a próxima fronteira na evolução dos algoritmos – mas a tecnologia ainda é extremamente difícil de ser aplicada em…
A computação quântica tem condições de se tornar a próxima grande evolução na tecnologia, mas está longe de ser pronta para uso em larga escala. Ao contrário dos bits em computadores convencionais que podem ser apenas zero ou um, os qubits quânticos podem existir em estados simultâneos, criando emaranhados que aumentam significativamente a capacidade de processamento.
No entanto, a tecnologia enfrenta vários desafios, como a instabilidade e sensibilidade de suas partículas subatômicas e a necessidade de ser operada em ambientes com temperaturas próximas a zero absoluto.
Empresas como a IBM estão desenvolvendo novas arquiteturas para superar esses obstáculos. A IBM está trabalhando em uma arquitetura modular chamada Modular Quantum Cryogenic, que permite a conexão de vários chips quânticos e convencionais. Essa nova arquitetura é considerada um dos pilares para a realização do Quantum Starling, um supercomputador quântico tolerante a falhas. Outras empresas, tanto grandes como startups, também estão empenhadas na colocação de computadores quânticos funcionais no mercado.
A Microsoft fez parceria com a Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA) e com a Atom Computing para desenvolver e entregar um computador quântico em breve. Da mesma forma, a QuEra, uma startup do Boston, está desenvolvendo uma máquina fault tolerant usando átomos neutros como qubits. O CEO da QuEra, Andy Ory, afirmou que a indústria está prestes a decolar, mas destaca que a computação quântica vem sendo testada principalmente por pesquisadores e grandes empresas, e que seu uso comercial em escala ainda parece distante.
Apesar dos desafios, a computação quântica tem o potencial de revolucionar áreas como a descoberta de medicamentos, análise de sistemas complexos e criptografia. No entanto, o consenso entre especialistas é que os anos de 2020 serão focados em instalar a infraestrutura quântica e desenvolver os primeiros computadores robustos. Acredita-se que na década de 2030 haverá um maior número de empresas dispostas a pagar por essa tecnologia.
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