Redefinindo a sub-representação na neurociência mundial
Mudar o foco das iniciativas de equidade das categorias identitárias para as barreiras estruturais pode revelar desafios negligenciados e aumentar o apoio e a participação em todo o mundo.
O artigo "Redefinindo a sub-representação na neurociência mundial" discute a necessidade de uma abordagem mais holística para definir a sub-representação na neurociência global. Embora as categorias demográficas tradicionais, como gênero, raça, etnia, deficiência e origem socioeconômica, tenham contribuído para aumentar a participação, elas não abordam as barreiras estruturais que dificultam o progresso de indivíduos marginalizados.
O texto destaca exemplos de pesquisadores enfrentando desafios como apresentar seu trabalho em uma segunda língua, estudantes de pós-graduação sendo a primeira geração da família a ingressar na universidade, e cientistas enfrentando processos complexos de obtenção de visto para participar de conferências. A autora propõe uma definição mais ampla que inclua barreiras como desvantagens cumulativas enfrentadas por profissionais LGBTQIA+, restrições de visto e mobilidade, carga invisível do cuidado de familiares, deslocamento forçado, ser a primeira pessoa da família a ingressar na universidade, fluência em inglês como língua não nativa e atuar em países com infraestrutura de pesquisa cronicamente precária.
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