Dobrar a aposta ou botar no bolso? Como os alocadores estão vendo o 2° turno
Alocadores têm feito mudanças nos investimentos dos clientes depois da reprecificação dos últimos dias. Entre as principais: realizar lucros, aumentar o risco de forma moderada e aplicar em fundos ativos. Gestores de patrimônio têm feito mudanças nas carteiras dos clientes depois da reprecificação dos últimos dias.
Alcistas estão avaliando o segundo turno e decidindo se devem aumentar o risco ou não, com base no cenário incerto e nas situações internacionais. Três alocadores estão aumentando o risco moderadamente, com mais investimento em ações locais e títulos vinculados à inflação de longo prazo, enquanto um sugere voltar ao risco anterior aos primeiros dois turnos.
O objetivo é se preparar para um possível retorno de Flávio Bolsonaro. Luciano Telo, do UBS, compara isso a eventos como a Colômbia após sua eleição, onde medidas de ajuste fiscal valorizaram ativos. No entanto, as casas não estão fazendo apostas direcionais devido à disputa eleitoral apertada e ao cenário externo. Rodrigo Moraes da BR Partners critica o otimismo com Flávio e diz que uma alta de juros poderia levar a um "risk-off" geral.
O crescimento de Lula nas pesquisas e a inflação acima dos esperados nos EUA causaram queda de Lula nas ações e no índice de pequenos títulos, devolvendo parte do ganho do rali após o primeiro turno. Ainda assim, a Bolsa continua barata e há ajustes de preços nos últimos dias. O objetivo é obter retornos acima do CDI com base no risco assumido.
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