Na ArtRio, contemporâneo gira e o secundário segue seletivo
A ArtRio deste ano mostrou um mercado mais ativo nas faixas intermediárias — enquanto museus internacionais ampliaram sua pesquisa sobre artistas brasileiros. A leitura dos primeiros dias mostrou duas velocidades. De um lado, o mercado secundário de arte moderna brasileira permaneceu seletivo, com compradores negociando e escolhendo com cautela. Do outro, o contemporâneo apresentou liquidez, […]…
Na ArtRio deste ano, o mercado de arte contemporânea mostrou maior liquidez em comparação ao secundário. Enquanto museus internacionais intensificaram seus estudos sobre artistas brasileiros, o mercado moderno permaneceu seletivo, com compradores negociando e escolhendo cuidadosamente. O contraste entre as duas faixas é evidente nos relatórios da feira, onde a atividade no contemporâneo foi mais dinâmica e a do secundário mais medida.
O movimento foi reforçado pela presença de figuras importantes da indústria de arte, como a Sheikha Al-Mayassa bint Hamad bin Khalifa Al Thani, presidente do Qatar Museums, e o diretor do Museu Reina Sofía, Manuel Segade. A visita da Sheikha reforçou o papel da feira como uma plataforma de conexão entre a produção brasileira e redes institucionais internacionais.
No setor de contemporâneo, obras de artistas emergentes ganharam mais atenção, com compras entre US$ 10 mil e US$ 80 mil. Destacou-se uma pintura monumental de Cristina Canale, vendida por US$ 80 mil, e um Manabu Mabe de 1969, reservado por US$ 110 mil. A Galatea teve uma das maiores transações com um óleo sobre tela de Burle Marx de 1981 por R$ 900 mil.
Balançando para o secundário, obras de artistas como Anish Kapoor e José Pancetti foram vendidas por US$ 1,4 milhões e R$ 350 mil, respectivamente. Na Galleria Continua, uma pintura monumental de Cristina Canale foi vendida por US$ 80 mil. Na Pinakotheke Cultural, duas obras de José Pancetti foram vendidas por R$ 350 mil cada.
O mercado secundário também viu transações significativas, com obras de Burle Marx e Ione Saldanha vendidas por R$ 900 mil e R$ 240 mil, respectivamente. No contemporâneo, Mucki foi um dos destaque com cinco obras vendidas entre US$ 30 mil e US$ 48 mil.
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