Piso do frete sai pela culatra: caminhoneiro autônomo perde mercado
A lei que reforçou o controle de preços do frete rodoviário, uma das primeiras medidas do inesgotável pacote de “bondades” pré-eleitorais do Governo Lula, está rendendo resultados opostos aos esperados por Brasília. Lançada em março por meio de uma medida provisória aprovada no Congresso em julho, a nova política de piso mínimo para o transporte de cargas prometia aumentar a renda dos…
Lei de mínimo de frete rodoviária causou reação negativa entre caminhoneiros autônomos. Apesar de prometer aumentar renda, estudos mostram que apenas 8% dos usuários da plataforma Frete.com a aproavam. Em vez de beneficiar, a medida reduziu quantidade de trabalho para 62% dos motoristas que responderam e aumentou a perda de receita em 64% dos casos.
A tabela calcula frete por eixo e distância, não por tonelada, fazendo com que caminhões maiores, operados por transportadoras, se torram mais competitivos. Como resultado, a participação de carretas, típicas dos autônomos, caiu de 68% para 44% das viagens no agronegócio. A pesquisa revela que 65% dos caminhoneiros percebem que cargas anteriormente contratadas por eles agora são ofertadas a transportadoras.
43% das cargas foram transportadas por veículos grandes em maio, em comparação com 14% em março, quando a lei entrou em vigor. Até 20% dos motoristas já pensam em deixar o mercado ou sair dele para iniciar negócios como Uber. Apesar dos impactos, a empresa Frete.com mantém otimismo sobre o mercado de transportes.
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