MEMÓRIA. Netinho, o corpo e voz da axé music
Netinho, o cantor que ajudou a definir o conceito de axé music e o exportou para todo o Brasil e alguns países da Europa, morreu hoje em Salvador. Ele tratava um linfoma não Hodgkin do tipo B, um câncer que se origina no sistema linfático. Tinha 60 anos.
Netinho, um cantor e voz da música axé, faleceu hoje à idade de 60 anos em Salvador. Ele estava lutando contra um linfoma não Hodgkin do tipo B, um tipo de câncer que origina-se no sistema linfático. Netinho nasceu em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, e foi o fundador da Banda Beijo, a banda responsável por popularizar o gênero axé.
O primeiro sucesso de axé, "Beijo na Boca", foi lançado em 1988 sob a liderança de Netinho. Em 1992, o álbum "Axé Music" do Beijo se destacou com sucessos como "Barracos" e arranjos de músicas de Gilberto Gil e Harry Belafonte. Netinho, juntamente com Daniela Mercury, moldou o arquétipo do cantor de bloco e banda de axé, combinando um background de aeróbica com animando de colônias de férias.
Ele também foi um dos principais artesãos do Carnaval de Salvador e foi o primeiro a falar sobre a crescente influência de trios elétricos em eventos de festa em Salvador. Netinho não só foi o ícone do gênero axé, mas também um empresário, transformando o musical carnavalista em uma indústria lucrativa. Apesar de sua saúde ter sido um desafio desde 2013, quando um acidente vascular cerebral o atingiu, ele continuou a deixar marcas nas músicas do gênero, como "A Vida é Festa" e "Pra te Ter Aqui".
No entanto, sua política política, particularmente seu apoio a Jair Bolsonaro, gerou críticas e até um tentativo de eleição para câmara de vereadores de Salvador em 2022. Netinho deixa uma filha, Bruna Trindade, e seu velório e cremação serão realizados com apenas amigos e familiares presentes.
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