OPINIÃO. Os três terremotos desta eleição
A direita venceu o primeiro turno de domingo. Isso o leitor já sabe. O que vale a pena entender é por que ela venceu , e de quem tirou os votos. As duas respostas, reconstruídas a partir de um levantamento do Ranking dos Políticos sobre os resultados nas 27 unidades da federação, dizem mais sobre o Brasil de 2027 do que qualquer manchete de segunda-feira.
A direita triunfou no primeiro turno da eleição, e a razão por causa da qual a força política venceu e de quem retirou os votos pode ser entendida através de um levantamento de resultados nas 27 unidades da federação. Começando pela força mais profunda, parte da esquerda saiu falando em uma revolução de extrema direita, mas isso não foi o que os pagadores de conta buscavam.
Eles são trabalhadores, como motoristas de aplicativos, cabeleireiros e microempreendedores, que analisaram o aumento de juros e a carga tributária recordes. A frustração do eleitor se refletiu na votação, com Lula vencendo nos bairros elitizados, mas perdeu em demais faixas de renda. O Supremo Tribunal Federal (STF) também foi um alvo, pois foi visto como uma tropa de choque do governo após proteger a si mesmo sem consequências alguma.
Isso levou a três terremotos no poder: o primeiro, a direita cresceu no Centro; o segundo, no Senado, onde o PL ganhou 15 cadeiras e o União Brasil perdeu 13; e o terceiro, estrutural, onde o bolsonarismo deixou de ser um homem e virou uma organização com membros da família ocupações importantes. A pergunta central para os próximos quatro anos é se o PL será um bloco ideológico ou um Centrão com outra camisa.
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