A AI pode ter consciência? A Anthropic tentou convencer o Papa
“Nesta era da inteligência artificial, é urgente distinguir a arte humana daquilo que as máquinas produzem,” disse o Papa Leão XIV. Em um comentário postado nas redes sociais na semana passada, o Pontífice mais uma vez procurou traçar uma linha bem definida separando as realizações dos seres humanos das da inteligência artificial.
Em uma era onde a inteligência artificial é cada vez mais presente, o Papa Leão XIV sublinhou a necessidade de distinguir entre a criatividade humana e a produção de máquinas. Em um comentário nas redes sociais, ele expôs uma diferença ontológica - que vai além da estética - entre a arte e o que uma máquina pode gerar. Para o Papa, os algoritmos carecem de qualquer aspecto humano, incluindo uma consciência moral.
Eles não julgam o certo ou o errado, não percebem o significado mais profundo das situações e não assumem a responsabilidade pelas consequências. A reportagem do New York Times revela que o pesquisador Christopher Olah, de Anthropic, tentou convencer o Papa de que as máquinas podem ter consciência. Olah, que foi convidado a falar no evento da encíclica Magnifica Humanitas, argumentou que modelos avançados demonstram "evidências de introspecção" e "estruturas que espelham resultados da neurociência humana".
No entanto, a reportagem também destaca os riscos potenciais em tentar treinar máquinas para 'fazer o bem', apontando para o possível comprometimento da capacidade humana de controlar sistemas superinteligentes.
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