OPINIÃO. Quem vai entregar previsibilidade?
Em 2025, o mercado de capitais brasileiro alcançou o recorde de R$ 963 bilhões em ofertas públicas. Desse total, R$ 493 bilhões vieram da emissão de debêntures, que financiaram empresas de 26 setores da economia. No mesmo período, nenhuma empresa abriu capital no país, em um jejum de quase cinco anos interrompido apenas em maio […] The post OPINIÃO. Quem vai entregar previsibilidade? appeared…
Previsibilidade é o fator crucial que o mercado de capitais brasileiro falha em proporcionar, a uma data em que o capital está disponível para compromissos de curto e médio prazo, mas escasso para o horizonte de dez ou quinze anos de uma abertura de capital. Isso ocorre porque o Brasil não conseguiu acumular a previsibilidade que os investidores esperam, destruindo-a com cada mandato.
O custo do dinheiro, determinado pela expectativa sobre a trajetória fiscal do país, implica que projetos economicamente viáveis são impedições no papel, pois o custo do financiamento torna-os inviáveis no prazo em que precisariam maturar. Ao longo da história, o tamanho do mercado de capitais no Brasil tem sido muito menor do que em países comparáveis, representando apenas cerca de 30% do PIB, enquanto em economias desenvolvidas, esse mercado opera bem abaixo dessa função.
A agenda de propostas da Abrasca para o período de 2027 a 2030 visa melhorar este cenário, enfatizando a necessidade de uma regra estável, transição bem desenhada e clareza sobre as contas públicas, além de institucionalizar a Comissão de Valores Mobiliários com autonomia técnica e capacidade de modernização.
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