Taste Labs: a startup que ensina os LLMs a ter bom gosto
Os modelos de LLM estão cada vez mais avançados em questões objetivas – resolvendo problemas complexos de matemática, escrevendo códigos abrangentes e executando tarefas com múltiplas etapas. Mas quando eles precisam lidar com temas subjetivos, que têm nuances e demandam criatividade e bom gosto, os ChatGPTs e Claudes da vida ainda deixam muito a desejar. […] The post Taste Labs: a startup que…
Taste Labs é uma startup brasileira fundada por Thais Castello Branco em Nova York há cerca de um ano, cujo objetivo é ajudar os grandes laboratórios de inteligência artificial (AI) a dominar a criatividade e o bom gosto nas respostas geradas por modelos de linguagem grande (LLMs). Embora os LLMs tenham avançado significativamente em tarefas objetivas, como resolver problemas matemáticos ou escrever códigos complexos, eles ainda lutam para lidar com conceitos subjetivos que exigem criatividade e julgamento sutil.
Thais explica para o Brazil Journal que, enquanto a maioria dos LLMs tenta prever a resposta mais provável, isso nem sempre dá certo nos campos da design e da escrita. E isso é onde a Taste Labs entra em ação, fornecendo dados específicos de alta qualidade para o treinamento dos modelos de AI. Para isso, eles trabalham com mais de mil "Tastemakers" – especialistas em design, programação frontend e até mesmo críticos de arte – que recebem tarefas por meio da plataforma e ajudam a cadastrar projetos que contribuem para o treinamento das AIs.
Para se tornar um "Tastemaker", os especialistas devem passar por uma avaliação rigorosa, analisando portfólios, realizando testes e entrevistas. O principal desafio para a Taste Labs é definir as melhores maneiras de medir o que é bom e ruim e encontrar pessoas realmente especializadas nessas áreas.
A Taste Labs já conseguiu duas rodadas de financiamento, com a última em duas meses e participando de capital de risco como CRV e Amplify Partners, arrecadando US$ 18,5 milhões. A startup também desenvolveu APIs para plataformas como Figma, permitindo que os agentes de AI criem elementos que sigam padrões específicos de marca, melhorando assim o modelo enquanto ele está sendo usado.
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