OPINIÃO. Na era da AI, reputação será infraestrutura de decisão
Durante décadas, as empresas construíram reputação para influenciar decisões humanas. Agora, parte dessas decisões será delegada a máquinas. Isso pode parecer (apenas) um problema de marketing e comunicação, mas é uma mudança profunda na maneira como empresas, produtos e até setores inteiros serão avaliados, comparados e escolhidos. Em uma recente conversa no Google sobre inteligência […] The…
No era da inteligência artificial, reputação se torna a infraestrutura de tomada de decisão. Empresas e produtos agora são avaliados e escolhidos com base na capacidade dos mecanismos de IA de considerá-los como boas respostas. A busca por empresas e serviços tornou-se mais longa e contextual, ajudando os usuários a descobrir e formar opiniões, em vez de apenas encontrar o que já querem.
Na China, 77% dos consumidores já usam IA e 43% recorreram a modelos de linguagem avançados como LLMs para avaliar produtos e serviços. A estratégia de otimização da resposta da AI, ou AEO, visa aumentar a chance de uma empresa, marca ou produto ser considerado uma boa resposta por esses mecanismos.
No entanto, o debate sobre como aparecer nas respostas das máquinas é apenas a superfície de uma transformação maior. Assim como as pessoas, sistemas de IA começam a agir em nosso nome, participando de decisões. Eles podem pesquisar produtos, comparar preços, avaliar fornecedores, analisar riscos, selecionar investimentos e recomendar empresas. Em alguns casos, apresentam alternativas para decisões humanas, enquanto em outros podem executar as decisões sozinhas.
Essa mudança levanta uma nova questão: como gerenciar a reputação em um mundo onde humanos e máquinas tomam decisões juntos? A reputação não é mais apenas percepção, mas passou a ser infraestrutura de decisão. Para construir confiança, as empresas precisam criar evidências que sejam consistentes com as informações disponíveis sobre elas.
A comunicação de marca continuará tentando conquistar consumidores, jornalistas e investidores, mas agora também deve garantir que, quando uma máquina tenta entender sua empresa, ela encontre evidências suficientes para confiar nela.
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