Nem tudo que reluz, é ouro...
Mantendo a coerência temporal de meus textos, escrevo esse texto 1 ano e 17 dias após a minha promoção para líder técnico do meu time e após 17 dias do meu pedido de demissão, sim eu pedi demissão. Hoje é domingo, 17 de maio de 2026. 25 dias atrás tomei a decisão mais importante da minha vida e não foi pedir demissão, foi eu não deixar ser desrespeitado como profissional. A cerca de um mês atrás,…
Em 17 de maio de 2026, mais exatamente 1 ano e 17 dias após minha promoção como líder técnico, escrevo sobre uma decisão crucial na minha vida: a minha demissão. Não foi a primeira vez que recorri a tal medida, mas foi a última. Hoje, estou gravando essa história, mantendo a coerência temporal de meus textos.
Meu pedido de demissão surgiu após presenciar, cerca de um mês atrás, um dos maiores shows de horrores dentro de um ambiente corporativo. Um C-Level zombou de sete colegas de liderança, reduzindo até a pessoa mais humilhada a vergonha por algo sem importância. Existe um limite para tolerar humilhação e falta de respeito, e é aí que tudo acaba.
Foi em 8 de abril que descobri a verdadeira natureza de meu ambiente de trabalho. Acontecimento tão mau que não vou entrar em detalhes, mas imagina alguém sendo ridicularizado por algo tão insignificante. Não tolero humilhação e falta de respeito, e o dia em que isso aconteceu marcou o início do fim.
Durante meu mandato, identifiquei inúmeros problemas, como a falta de processos, procedimentos, fluxos e manuais. Mas a realidade era que essas falhas eram resultado de uma cultura organizacional perversa. A partir da semana 2, percebi que o problema não estava em nosso nível, mas sim em cima de nós. Decisões injustificadas, demandas urgentes sem sentido, áreas conflitantes e decisões técnicas tomadas sem qualquer base.
Foi claro que autonomia não existia e qualquer profissional, técnico ou não, podia ocupar o cargo de liderança.
Eu persisti e fui resiliente por um ano, apesar do meu nível de irritabilidade subir e de minha frustração e ansiedade atingirem níveis nunca antes experimentados. Mas no fim, decidi sair, para não ser mais um simples executor e contribuir realmente com inovações e melhorias.
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