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OPINIÃO. Por que o agro bombou e a indústria brasileira flopou

O ano era 2003 e estávamos na VIII Reunião Ministerial da ALCA, a Área de Livre Comércio das Américas. Era novembro. O Governo Lula ainda não havia completado seu primeiro ano, mas já dava demonstrações do que seria. A reunião se deu no Hotel Intercontinental, cercado por policiais e segurança máxima em função das paixões […] The post OPINIÃO. Por que o agro bombou e a indústria brasileira flopou…

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OPINIÃO. Por que o agro bombou e a indústria brasileira flopou

Em 2003, durante a VIII Reunião Ministerial da ALCA, o Governo Lula ainda não havia completado seu primeiro ano, mas já mostrava sinais de seu estilo de política. A reunião, realizada no Hotel Intercontinental, foi acompanhada por uma alta segurança devido às intensas discussões sobre a liberalização comercial. Depois das negociações privadas entre os representantes dos setores privados de 28 países, vieram as reuniões formais dos representantes oficiais, que apresentavam os interesses privados em nome do interesse nacional.

O relator, gerente de relações internacionais da Fiesp, enfrentou a tarefa difícil de representar uma indústria diversificada, com alguns subsetores excelentes, mas rapidamente perdendo competitividade. A Área de Livre Comércio continental tinha como objetivo garantir condições favoráveis de acesso a mercados e regras de comércio entre os países das Américas, visando aumentar a escala, qualidade e preço para eventualmente competir com a China e a Ásia.

No entanto, essa visão contrariava a visão anacrônica de imperialismo ianque, retratada pelo então Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que queria uma "ALCA light" para reduzir a ambição integradora. Este impasse foi resolvido quando o Presidente da República retornou ao Brasil para tentar resolver a disputa. No entanto, a estratégia de "two-step approach" prevaleceu, permitindo que o Mercosul e os países vizinhos negociassem seus próprios acordos comerciais.

A situação no Brasil mudou fundamentalmente, com a política comercial sendo centralizada no Itamaraty e a política externa terceiro-mundista do Partido dos Trabalhadores assumindo a maior relevância. Como resultado, a participação da produção manufatureira no PIB diminuiu de 25% para apenas 10% e a competitividade da economia industrial brasileira entrou em declínio devido a políticas protecionistas e anti-imperialistas.

O agronegócio, por outro lado, manteve sua competitividade e se tornou a força propulsora da economia brasileira.

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